terça-feira, 13 de setembro de 2011

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Camilo Freitas Machado
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sábado, 2 de julho de 2011

História

Na antiguidade, durante um inverno rigoroso um grande império foi atacado por tribos inimigas, e uma das maiores cidades é tomada. O imperador atacado, conhecido pela sabedoria e pelo bom governo, vendo o sofrimento de seu povo logo organiza um cerco a sua cidade invadida, porém as defesas que os inimigos fizeram pareciam intransponíveis. Eis que um soldado moribundo mesquinho e ganancioso do inimigo, que a essas alturas parecia um mendigo, chegou diante do imperador e disse:
- Meu senhor, e grande imperador de ouro, eu tenho informações que o ajudará em seu maior desejo, de ter sua antiga cidade, o ajudará tomá-la de volta!
- Ter minha cidade de volta... sim é o meu maior desejo!
- No entanto eu tenho meu preço! Disse o mendigo esfregando os dedos. O imperador sabiamente disse.
- Posso lhe pagar em ouro?
- Sim mais é claro!
- Lhe pagarei em ouro puro! Você terá tantas pedras de ouro que não poderá carregar!!!! Prometo-lhe que é isso que terá, será muitíssimo rico em ouro apenas, após eu ter minha cidade de volta!
O mendigo diante daquilo entregou todas as informações sobre como derrotar seus antigos compatriotas. O imperador, após verificar com seus estrategistas os riscos, saiu para a batalha deixando para trás dois guardas acampados com o mendigo, prometendo voltar após a vitória! Com os olhos brilhando o mendigo aguardou, pensou em várias maneiras de gastar seu ouro. No fim daquele dia, o imperador voltou com alguns guardas pela neve alta, e uma carroça puxada por bois, com 4 sacos de ouro. Cada saco do tamanho do próprio mendigo.
-Esta aqui como o combinado! O ouro!
Quatro guardas juntos tiraram saco por saco da carroça,e o mendigo desconfiado, verificou cada saco. Feliz por ver que cada um tinha mais ouro que o outro agradeceu, e felicitou o imperador. Com isso o imperador se despediu, e com os soldados e a carroça foram fazer a viagem de volta. Nisso o rico mendigo pulou na frete do imperador e disse:
- Por favor meu senhor, me ajude a carregar esse ouro! O imperador de seu cavalo respondeu
- Não, perguntei se o pagamento poderia ser em ouro! E cumpri minha palavra, você ficou rico em ouro apenas, eu poderia enriquecê-lo em espírito, inteligência, em honra, mas você preferiu ouro! Está aí deu ouro! E o imperador continuou seu caminho.

O mendigo implorou aos soldados e até aos bois, mas ninguém os ouvia. Todos estavam sérios e tristes, pois uma guerra havia sido feita e muitos perderam dos dois lados. O mendigo mesquinho e ganancioso voltou para seus sacos de ouro. Ficou no meio dos sacos, abraçando-os com o dilema, “vou ficar e proteger meu ouro, não vou sair e buscar ajuda para carregar o ouro”, no entanto ele não conseguia se separar de sua ganância e nem do ouro. Aos poucos o frio lhe abateu, a neve subiu até a altura de seus joelhos e o mendigo morreu no inverno abraçado a seu ouro.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pense sobre: Entre filmes e livros

Não raras vezes participei de discussões interessantes, que dão pano pra manga, entre “inimigos e aliados”, saindo de um cinema, onde o filme era baseado em um livro. E caramba, não é difícil ver o quanto isso acontece. Nessas conversações, sempre são apontados as falhas dos filmes, sim FALHAS. Raras vezes um filme consegue seguir a história, a citar O Senhor dos Anéis. “Mas pere lá home” (espere um pouco) como se diz em Lages, não me entenda errado e não se afobe. As falhas são insuficiências que o filme ou em geral a produção de um filme não consegue arcar. E também mirando outro prisma, o filme que tem por base um livro também é uma releitura, certo, uma “adaptação”. Algo mais ainda há nesse “pano pra fazer manga”. O filme proporciona uma história entre 1:30 h e 3 h. Pense ler o livro em Três horas (não acho que seja impossível, mas vai que né). Outra “cosa hame”, o filme levanta uma experiência áudio visual rica, ou seja “a resolução da história melhora muito”. De um ponto de vista isso significa que o relacionamento entre o espectador (homem) e o filme (objeto) tem uma certa relação rápida e rica, duma experiência emocional rica (só pra constar: emoção é a alteração do estado fisiológico do homem), já que dizem que o principal sentido do homem é a visão. E, se tu te lembrará muito bem dum filme que se pegou rindo, ou deu aquele nó na garganta, ou um “parpite” no coração etc, etc... Se por um lado se torna fácil, rico e rápido o alcançar a experiência da história pelo filme. Este como falei, em relação ao livro não raras vezes é “insuficiente”. Mas vamos adiante, o livro tem seu lado bom pois o leitor imagina e reapresenta no oco cucoruco (na mente hameee), o que o autor apresenta, um exercício de abstração não muito apreciado, mas constantemente sendo feito. Ahá, aqui a riqueza que antes era na resolução do que o filme apresenta, se mostra nos detalhes da história, onde o filme falhou a história é vitoriosa. Além de um sabor sobre “comer” o original. Entre prós e contras gosto de ler o filme e ver o livro, ou seria o contrário...?
Quando coloquei que raras vezes um Filme segue o livro, bem a vezes que o supera, na história, como em 300 de esparta (que no caso é um HQ, putz), ou na estética, como no caso de Stardust. Isso é facinante.
(Perdoai um escritor que no alto da noite pensou tudo isso com gírias da região).